Renault
Release
10/02/2011

Renault 2016 - Mude a Direção

• O plano Renault 2016 “Mude a Direção” — na tradução em português para “Drive the Change” — se baseia na ambição da Renault de tornar a mobilidade sustentável acessível para todos. Uma ambição personificada pela assinatura de marca, Mude a Direção.

• O plano estratégico do grupo Renault foi elaborado para seis anos, com um balanço na metade do percurso, ao final de 2013. Isso possibilita, tanto dispor de perspectivas estratégicas para garantir uma continuidade nas operações, quanto definir prioridades calculadas e precisas para os próximos três anos.

• O plano Renault 2016 – Mude a Direção foi construído para responder a dois objetivos:

- Garantir o crescimento do grupo,
- Gerar fluxo de caixa livre de forma perene,

Para o período 2011-2013:

- Mais de 3 milhões de veículos vendidos em 2013
- No mínimo 2 bilhões de euros de fluxo de caixa livre acumulado

• O grupo Renault agirá nestas sete estratégias principais para atingir estes objetivos:

- A continuidade de sua política de inovação
- Um planejamento de produto robusto
- O fortalecimento da imagem da marca Renault
- A excelência da rede no relacionamento com o cliente
- A otimização das despesas P&D e de investimento
- A redução dos custos
- A manutenção de suas posições na Europa e a expansão internacional

Imagem De acordo com Carlos Ghosn, Presidente da Renault: “O sucesso do plano Renault 2016 – Mude a Direção se baseia na mobilização das mulheres e dos homens da Renault. Eles são a força motriz da nossa empresa. Estamos preparando o futuro e são eles que, através de seu comprometimento com a empresa, construirão a cada dia a Renault de amanhã: uma Renault competitiva, que responda às legitimas expectativas de nossos clientes, funcionários e acionistas. Uma Renault forte, com uma imagem de marca sólida e uma qualidade de produtos e serviços inquestionáveis, de que todos na Renault têm orgulho. Uma Renault ancorada em suas raízes francesas e à vontade em todo o planeta, que saberá tornar a mobilidade acessível para todos. Uma Renault sustentável, alinhada com os desafios energéticos e ambientais século XXI.”
A Renault atravessou a crise sendo menos dependente do mercado europeu e da família Mégane. Hoje, a performance do Grupo se baseia também no veículo utilitário (a Renault é primeira marca na Europa há 13 anos) e a linha de produtos baseada na plataforma M0, principalmente com o sucesso do Duster e do Sandero. O grupo encontrou o caminho da excelência na qualidade e despesas com garantia tiveram uma redução de 57% entre 2006 e 2010.

Acreditando nestes trunfos, a Renault visa a um crescimento sustentável: em 2013, mais de 3 milhões de veículos e um fluxo de caixa livre operacional da divisão automobilística acumulado de pelo menos 2 bilhões de euros. O objetivo de margem operacional do Grupo é ultrapassar 5% do faturamento em 2013.

Uma nova política de distribuição de dividendos será apresentada no Conselho de Administração da Renault, que a cada ano apresentará uma resolução na assembleia geral dos acionistas. Esta política terá dois componentes:
- os dividendos recebidos das empresas associadas serão transferidos sistematicamente no ano seguinte para os acionistas da Renault,
- um dividendo adicional com base no fluxo de caixa livre operacional da divisão automobilística poderá ser incorporado em função do ambiente e da situação financeira da Renault.

SETE ESTRATÉGIAS PARA ATINGIR OS OBJETIVOS DO PLANO

1- Inovação para reduzir o impacto dos veículos no meio ambiente


A Renault inova com o veículo elétrico, com a ambição de se tornar, com o seu parceiro Nissan, líder da mobilidade com emissão zero, ou seja, a primeira montadora a comercializar uma linha de produtos completa de veículos de passeio e utilitários elétricos a um preço acessível para o maior número possível de pessoas. 2011 marcará um capítulo decisivo na história da Renault, com a comercialização de três veículos elétricos, o Fluence Z.E., o Kangoo Z.E. e o Twizy. A partir de 2012, o ZOE será incluído na linha de produtos.

A Renault inova com uma nova geração de motores térmicos, chamados “Energy”.
O novíssimo Energy dCi 130 1.6 será o motor mais potente do mercado neste nível de cilindrada e oferecerá a melhor relação emissões/potência de sua categoria. No Scénic e no Grand Scénic, comercializados em maio de 2011, ele permitirá reduzir em 20% as emissões de CO2 em relação à geração anterior. Os novos motores a gasolina da Renault, Energy TCe, reduzirão as emissões de CO2 dos veículos dos segmentos I e M1 em aproximadamente 30% (40 g/km de CO2 e 1 l /100 km a menos).
Todas estas inovações contribuirão para reduzir significativamente as emissões de CO2: de 137 g/km hoje, a linha de produtos europeia da Renault passará em média para menos de
120 g/km em 2013, e 100 g/km em 2016, com o veículo elétrico.

2. Planejamento de produto robusto
Uma linha de veículos elétricos completa, para uma comercialização em massa
Quatro veículos elétricos a partir de 2012, novos modelos entre 2014 e 2016: a linha de produtos Z.E. da Renault, junto com a da Nissan, deverá permitir que a Aliança coloque em circulação 1,5 milhão de veículos elétricos no mundo até 2016. A partir de 2015, a Aliança terá uma capacidade de produção de 500.000 veículos/ano.
Linha de veículos térmicos maior e totalmente renovada entre 2011 e 2016
As marcas do grupo Renault terão 44 modelos em 2013 e 48 em 2016, contra 40 em 2010 e 30 em 2005.
- Na Europa, além da linha de produtos de veículos elétricos, serão lançados carros-chefe, como o Twingo fase 2 em 2011, o novo Clio em 2012 e, para a Dacia, um veículo familiar e um pequeno veículo utilitário, em 2012.
- Uma linha de produtos realmente adaptada às necessidades dos mercados de todo o mundo, principalmente no segmento superior, com o Fluence, o Latitude e o SM7. O Duster também vai ter um papel-chave na progressão das vendas fora da Europa.

3. Marca Renault mais forte
A marca Renault dispõe de verdadeiros trunfos e especificidades, nos quais vai se apoiar para reconstruir sua imagem: inovação para todos, qualidade e design.
Inovação para todos
A história da Renault é marcada pela inovação acessível ao maior número possível de pessoas. A última delas é o GPS Carminat TomTom, um sistema de navegação integrada e conectada por menos de 500 euros. Hoje, o veículo elétrico é a representação perfeita da inovação para todos, com um preço de compra e utilização no mesmo nível que um veículo a diesel equivalente.
Qualidade, uma força para ser mostrada
O fortalecimento da marca também se apoia na qualidade reconhecida da Renault. Hoje, todos os rankings de várias montadoras posicionam os produtos Renault entre os melhores em qualidade, às vezes na frente de marcas especialistas. A Renault também está entre as 3 melhores em matéria de confiabilidade. O objetivo do Grupo é divulgar e estar entre os líderes em termos de imagem de qualidade entre as montadoras generalistas até ao final de 2013.
Novo design Renault
Apresentado no Salão do Automóvel de Paris, o carro-conceito DeZir deu início à renovação do design da Renault. Uma história que continua com uma série de carros-conceito, com o CAPTUR sendo apresentado hoje. A nova fase do Twingo, e o novo Clio serão seus primeiros resultados. Todos se beneficiarão dos códigos e decisões de design da marca: aconchegante e sensual.

4. Excelência da rede no relacionamento com o cliente
A Renault é reconhecida em diferentes países (França e Espanha, por exemplo) pela qualidade de seu serviço. Agora, esta qualidade deve ser estendida a todo o mundo e para todos os serviços: vendas e também pós-vendas e financiamento das vendas. Assim, a partir de este ano, a Renault lançará em toda a rede a sua “Promessa Cliente” que formalizará oito compromissos, como, por exemplo, a informação sobre o andamento de um pedido até a entrega, ou a garantia de test drive em qualquer veículo da linha de produtos.

5. Despesas de P&D e de investimento otimizadas
O objetivo do Plano é manter as despesas de investimento e P&D abaixo de 9% do faturamento, ao mesmo tempo aumentando a cobertura geográfica do Grupo e mantendo a sua política de inovação.
Plataformas compartilhadas para mais volumes por plataforma e, consequentemente, melhor performance
- Nova plataforma C-D compartilhada com a Nissan para o meio e topo de gama permitirá a produção de 1,5 milhão de veículos/ano em médio prazo.
- A Renault e a Daimler vão compartilhar a plataforma A para produzir os futuros Twingo e Smart.
- As plataformas dos veículos utilitários da Renault se beneficiarão de acordos com a Nissan e a Daimler.
80% dos modelos lançados entre 2014 e 2016 serão baseados em uma plataforma compartilhada com um parceiro.
Padronização das peças através de módulos
A Renault inicia uma nova estratégia da padronização com base em módulos, ou seja, peças concebidas desde o início para serem integradas em diferentes veículos. As novas plataformas M0 (modelos de entrada), B e C-D serão as primeiras a utilizá-las.

6. Custos reduzidos
Monozukuri: uma estratégia para reduzir o custo direto dos nossos veículos em 4% por ano
Iniciado em 2010 em 4 fábricas-piloto, o monozukuri será agora estendido a todas as fábricas do Grupo. Implementado na Renault graças à Nissan, este método consiste em trabalhar em toda a cadeia de criação de valor – desde a concepção do carro até a entrega ao cliente final –, em vez grandes áreas consideradas em separado (compras, produção, logística, entrega). Ela permitirá reduzir os custos diretos em 12% até 2013.
Melhor utilização de nossas plantas de produção
A Renault ajusta suas capacidades na Europa e aumenta a produção no resto do mundo. As plantas industriais da Renault se beneficiarão da Aliança e da cooperação estratégica com a Daimler. Estes fatores permitirão melhorar em 20 pontos a utilização das capacidades de produção das plantas industriais e assim ter uma taxa de utilização superior a 100% no mundo até o final de 2013.


7. Manter-se forte na Europa e crescer internacionalmente
Renault, a 2ª marca na Europa
Com um mercado com um fraco crescimento e despesas dos domicílios dedicadas ao automóvel em queda de 25% entre 2000 e 2010, a Renault pretende continuar a se beneficiar do reposicionamento do mercado com carros pequenos e tecnologias acessíveis, para conservar as suas posições na Europa.
Três prioridades mundiais: Brasil, Índia e Rússia
Em 2013, o Brasil deve se tornar o 2º mercado da Renault, a Rússia será o 4º mercado, em progressão de cinco posições (o primeiro com os volumes da Lada), e a Índia será o 11º, em progressão de 20 posições.
- Brasil: rumo a uma participação de mercado durável acima de 5%, com 3 novos modelos em 2011: o Sandero fase 2, o Fluence e o Duster
- Rússia: rumo a uma participação de mercado de 6% em 2013 (exceto Lada), com uma linha de produtos ampliada: o Duster, comercializado em 2012, e um novo modelo baseado na plataforma M0 em 2013, produzido em Togliatti
- Índia: lançamento de 2 modelos em 2011, Koleos e Fluence; um SUV em 2012; em 2013, 6 modelos serão produzidos localmente na Índia.


PERSPECTIVAS PARA 2011

Em 2011, o mercado mundial (veículos de passeio e utilitários) deve crescer 6% em relação a 2010. A evolução por Região se manterá em contraste; os mercados fora da Europa continuarão dinâmicos e o mercado europeu deve manter sua consolidação (0 à -2%), principalmente com um mercado francês em queda da ordem de -8%.

Neste contexto, acreditando na atratividade de sua linha de produtos térmicos e no lançamento da linha de veículos elétricos, para 2011 o grupo Renault deverá atingir volumes de vendas e um faturamento superiores a 2010. O Grupo visa a um fluxo de caixa livre operacional da divisão automobilística superior a 500 milhões de euros, com despesas de P&D e investimentos de 9% do faturamento.