Quarta, 31 de julho de 2019.

RESULTADOS FINANCEIROS DO 1º SEMESTRE DE 2019

Margem operacional do Grupo resiste em 5,9%
 

  • Grupo confirma seus objetivos para o ano, com uma margem operacional do Grupo de 6% e um fluxo de caixa livre operacional positivo da Divisão Automobilística.
  • Tendo em vista a diminuição da demanda, o Grupo prevê para 2019 um faturamento próximo do ano passado (com taxa de câmbio e perímetro constantes[1]).
  • Grupo Renault limita a queda de suas vendas a -6,7% (1,94 milhão de unidades vendidas) no primeiro semestre de 2019, em um mercado mundial em recuo de 7,1%[2].
  • Faturamento do Grupo no primeiro semestre atinge 28.050 milhões de euros (-6,4%). Com taxa de câmbio e perímetro constantes[1], a queda teria sido de 5,0%.
  • Margem operacional do Grupo chega a 5,9%, para 1.654 milhões de euros, contra 1.914 milhões de euros no primeiro semestre de 2018.
  • Resultado operacional do Grupo fica em 1.521 milhões de euros, contra 1.734 milhões de euros.
  • Resultado líquido atinge 1.048 milhões de euros (contra 2.040 milhões de euros), fortemente penalizado pela retração da contribuição da Nissan, em queda de 826 milhões de euros.
  • Fluxo de caixa livre operacional da Divisão Automobilística fica negativo em -716 milhões de euros em 30 de junho de 2019, devido principalmente a um aumento dos investimentos.

"Em um contexto mais difícil que o esperado, o Grupo Renault manteve a rota e obteve performances de acordo com suas expectativas para a primeira metade do ano. A chegada de vários novos modelos, a competitividade reforçada e o espírito de luta das equipes permitem que o Grupo confirme seus objetivos de rentabilidade para o ano", declarou Thierry Bolloré, CEO da Renault.

O faturamento do Grupo atingiu 28.050 milhões de euros, em recuo de 6,4% em comparação com o primeiro semestre de 2018. Com taxa de câmbio e perímetro constantes[3], o faturamento do Grupo teria caído 5,0%.
 
O faturamento da Divisão Automobilística com exceção da AVTOVAZ ficou em 24.791 milhões de euros, em retração de 7,7% em comparação com o primeiro semestre de 2018. Esta queda se explica por um efeito negativo dos volumes de -4,6 pontos, associado ao recuo das vendas na Turquia, França e Argentina, bem como a diminuição do estoque da rede de concessionárias. As vendas às empresas parceiras tiveram retração de -3,1 pontos devido à queda da produção do Nissan Rogue, fechamento do mercado iraniano desde agosto de 2018 e demanda por motores a diesel em declínio na Europa. O efeito negativo das taxas de câmbio, de -1,2 ponto, está essencialmente associado à forte desvalorização do Peso Argentino e da Lira Turca. O efeito positivo dos preços, positivo em +1,0 ponto, resulta da compensação da desvalorização destas duas moedas e das altas de preços na Europa.
A margem operacional do Grupo atingiu 1.654 milhões de euros, representando 5,9% do faturamento.
 
A margem operacional da Divisão Automobilística, com exceção da  AVTOVAZ, ficou em queda de 234 milhões de euros, para 981 milhões de euros, e atinge 4,0% do faturamento, contra 4,5% no primeiro semestre de 2018.
 
A queda da atividade teve um impacto negativo de 471 milhões de euros. As matérias-primas tiveram um peso de -213 milhões de euros. O efeito Monozukuri foi positivo em 385 milhões de euros, resultado da performance de compras, aumento da taxa de capitalização de P&D e aumento das despesas de amortização. As moedas tiveram um impacto de +92 milhões, devido ao efeito positivo da depreciação da Lira Turca sobre os custos de produção.
 
O efeito do mix/preços/enriquecimento ficou negativo em 95 milhões de euros devido à gestão do fim de vida do Clio IV, enriquecimento regulamentar e queda das vendas dos modelos a diesel na Europa.
 
A margem operacional da AVTOVAZ atingiu 82 milhões de euros, contra 105 milhões de euros no primeiro semestre de 2018. Apesar de um mercado em queda, a AVTOVAZ continua se beneficiando do sucesso de seus modelos lançados em 2018, apesar de, no primeiro semestre de 2019, não se beneficiar dos efeitos positivos não recorrentes constatados em 2018.
 
A contribuição da Divisão de Financiamento das Vendas para a margem operacional do Grupo atingiu 591 milhões de euros, contra 594 milhões de euros no primeiro semestre de 2018. Esta variação de -0,6% inclui um efeito negativo das moedas de 14 milhões de euros e depreciações associadas às atividades dos serviços de mobilidade, para 21 milhões de euros. Vale destacar o aumento da contribuição da margem sobre serviços, que agora atinge 319 milhões de euros, representando quase um terço do Produto Líquido Bancário. O custo total do risco ficou em 0,40% da média dos ativos produtivos (0,37% no primeiro semestre de 2018), confirmando uma robusta política de aceitação e recuperação.
 
Os outros produtos e despesas operacionais ficaram negativos em -133 milhões de euros (contra -180 milhões de euros no primeiro semestre de 2018), devido a provisões associadas principalmente ao programa de antecipação de aposentadoria na França, para aproximadamente 80 milhões de euros.
 
O resultado operacional do Grupo ficou em 1.521 milhões de euros, contra 1.734 milhões de euros no primeiro semestre de 2018 (-12,3%).
 
O resultado financeiro atingiu -184 milhões de euros, contra -121 milhões de euros no primeiro semestre de 2018. Esta deterioração se explica principalmente pela alta das taxas de juros na Argentina.
 
A contribuição das empresas associadas atingiu -35 milhões de euros, contra +814 milhões de euros no primeiro semestre de 2018. Esta retração se explica essencialmente pela queda da contribuição da Nissan, de 826 milhões de euros.
 
Os impostos correntes e diferidos representam uma despesa de 254 milhões de euros, contra 387 milhões de euros no primeiro semestre de 2018.
 
O resultado líquido ficou em 1.048 milhões de euros e o resultado líquido de participação do Grupo ficou em 970 milhões de euros (3,57 euros por ação em comparação com os 7,24 euros por ação no primeiro semestre de 2018).
 
O fluxo de caixa livre operacional da Divisão Automobilística ficou negativo em -716 milhões de euros, resultado de 2.910 milhões de euros (+742 milhões) em investimentos e do impacto negativo da variação da necessidade de capital de giro, para -131 milhões de euros.
 
Em 30 de junho de 2019, os estoques totais (incluindo a rede de concessionárias independente) baixaram 4,5% representando 65 dias de venda, contra 61 dias ao final de junho de 2018.
 
PERSPECTIVAS PARA 2019
 
Em 2019, o mercado automotivo mundial[4] deve ter uma queda de 3% em comparação com 2018 (contra uma queda de 1,6% prevista anteriormente).
 
O mercado europeu deve ficar estável, com exceção de um cenário “hard Brexit”. O mercado russo deve ter uma queda de 2% a 3% (contra um crescimento de 3% previsto anteriormente). O mercado brasileiro deve avançar em torno de 8% (contra um crescimento de 10% previsto anteriormente).
 
Neste contexto, o Grupo Renault reviu seu objetivo de faturamento, que deverá ficar próximo do obtido no ano passado (com taxa de câmbio e perímetro constantes[5]), contra uma alta prevista anteriormente.
 
 Os outros objetivos foram confirmados:
- margem operacional do Grupo de 6%,
- fluxo de caixa livre operacional positivo da Divisão Automobilística.
 
Informações complementares
O resumo das contas consolidadas do Grupo em 30 de junho de 2019 foi examinado pelo Conselho de Administração de 25 de julho de 2019.
Os Auditores do Grupo realizaram os procedimentos de análise limitada destas contas, e o relatório relativo aos resultados financeiros do semestre está sendo elaborado.
Este relatório com a análise completa dos resultados financeiros do primeiro semestre de 2019 está disponível em  www.group.renault.com, na área “Finance”.
 
Sobre o Grupo Renault
Montadora de automóveis desde 1898, o Grupo Renault é um grupo internacional presente em 134 países, tendo vendido quase 3,9 milhões de veículos em 2018. O Grupo emprega atualmente mais de 180.000 colaboradores, tem 36 unidades industriais e 12.700 pontos de venda espalhados pelo mundo.
Para responder aos grandes desafios tecnológicos do futuro e manter sua estratégia de crescimento rentável, o Grupo se apoia no desenvolvimento internacional, na complementariedade de suas 5 marcas (Renault, Dacia, Renault Samsung Motors, Alpine e Lada), nos veículos elétricos e em sua inigualável aliança com a Nissan e a Mitsubishi Motors. Com sua escuderia 100% Renault competindo no Campeonato Mundial de Fórmula 1, a marca faz do automobilismo esportivo um verdadeiro vetor de inovação e notoriedade.
 
[1] A fim de analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio e perímetros constantes, o Grupo Renault recalcula o faturamento do exercício corrente aplicando as taxas de câmbio médias anuais do exercício anterior e excluindo as variações de perímetros significativas ocorridas durante o exercício.
 
[2] A evolução do mercado automotivo mundial indica a variação anual dos volumes de vendas* de veículos de passeio e utilitários** nos principais países, inclusive EUA e Canadá. Conforme o país, estes dados são fornecidos por órgãos oficiais ou institutos de estatística e consolidados pelo Grupo Renault para compor este mercado mundial.
 
*Vendas: emplacamentos ou entregas ou faturamentos, conforme dados disponíveis em cada país consolidado.
 
**Veículos utilitários de menos de 5,1 toneladas.
 
[3] A fim de analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio e perímetros constantes, o Grupo Renault recalcula o faturamento do exercício corrente aplicando as taxas de câmbio médias anuais do exercício anterior e excluindo as variações de perímetros significativas ocorridas durante o exercício.
 
[4] A evolução do mercado automotivo mundial indica a variação anual dos volumes de vendas* de veículos de passeio e utilitários** nos principais países, inclusive EUA e Canadá. Conforme o país, estes dados são fornecidos por órgãos oficiais ou institutos de estatística e consolidados pelo Grupo Renault para compor este mercado mundial.
 
*Vendas: emplacamentos ou entregas ou faturamentos, conforme dados disponíveis em cada país consolidado.
 
** Veículos utilitários de menos de 5,1 toneladas.
 
[5] A fim de analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio e perímetros constantes, o Grupo Renault recalcula o faturamento do exercício corrente aplicando as taxas de câmbio médias anuais do exercício anterior e excluindo as variações de perímetros significativas ocorridas durante o exercício.

 

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