Quinta, 26 de novembro de 2015.

Rumo a um transporte sustentável

Veículos de baixo carbono podem criar 66.000 empregos e reduzir emissões de CO2 dos carros de passeio em mais de 40% até 2030, na França

Paris, quarta-feira, 25 de novembro de 2015 – A França pode alavancar seu crescimento em 0,2% e criar 66.000 empregos até 2030, principalmente nos setores da indústria automobilística. A implantação inteligente de tecnologias automobilísticas de baixo carbono permitirá reduzir as despesas com petróleo à ordem de 5,9 bilhões de euros ao ano em 2030, reduzindo ao mesmo tempo a dependência da França em relação ao petróleo. A transição para uma mobilidade alimentada por uma parcela crescente de energias produzidas localmente, como eletricidade – principalmente de origem renovável – e hidrogênio, pode trazer grandes benefícios econômicos para a França.

Estas são as principais conclusões de um novo estudo intitulado “Rumo a um transporte sustentável,” publicado em 25 de novembro e realizado por um consórcio de empresas e ONGs, francesas e europeias. A análise técnica foi feita pelas empresas Element Energy e Artelys e a modelagem econômica pela Cambridge Econometrics.

Principais dados levantados pela pesquisa:
• O custo das tecnologias automobilísticas de baixo carbono deve chegar a 6,1 bilhões de euros em 2030.  O consumidor tem um custo adicional, mas este valor é injetado de volta na economia, beneficiando as empresas francesas que produzem estas tecnologias,
• Na França, as despesas com combustíveis devem ser reduzidas à ordem de 12,4 bilhões de euros, considerando toda a frota de automóveis leves em 2030, o que corresponde a uma economia de 590 de euros por ano por motorista,
• As despesas com petróleo na França devem ser reduzidas à ordem de 5,9 bilhões de euros por ano em 2030,
• Diminuição da receita do setor de refino na França à ordem de 470 milhões de euros em 2030,
• Aumento da receita para os produtores franceses de eletricidade e hidrogênio de 3,1 bilhões de euros por ano em 2030,
• Criação de um total líquido entre 66.000 e 71.000 empregos na França, até 2030,
• Redução das emissões dos veículos de passeio em 2030: 40% de CO2; redução de NOx de 72%; redução das partículas poluentes de 92%,
• 600 postos de recarga de hidrogênio devem ser instalados até 2030 na França, e seu custo deve ser reduzido em 50% até 2030, graças às economias de escala e a melhoria da cadeia de distribuição do combustível,
• Custos anuais do fortalecimento das redes de distribuição de eletricidade após a integração dos veículos elétricos em 2030: 150 milhões de euros (recarga normal) e 10 milhões de euros (recarga inteligente),
• Benefícios potenciais da integração dos veículos elétricos nas redes de distribuição de eletricidade em 2030 na França: 240 milhões de euros,
• Número máximo de veículos recarregáveis que podem entrar em circulação sem aumentar as capacidades de produção de eletricidade no mix energético da França: de 4 milhões em 2030 (recarga normal) a mais de 20 milhões (recarga inteligente).

Comentários das empresas parceiras:

ABB:
“Para a ABB, a mobilidade do amanhã incluirá a mobilidade elétrica: veículos individuais, ônibus, navios, etc. Como foi demonstrado pelo relatório, os veículos elétricos e as infraestruturas associadas terão uma importância crescente na mobilidade, não apenas para melhorar a qualidade do ar, mas também para proporcionar maiores vantagens a todo o sistema energético”, Jacques Mulbert, Presidente da ABB França.

AFA, Associação Francesa de Alumínio e EA, Associação Europeia de Alumínio:
“Conceber veículos energeticamente mais econômicos exige uma estratégia sustentável e uma reflexão em termos de escolha de materiais. Esta escolha deve não apenas ser decidida do ponto de vista do design, segurança e redução do peso, mas também pela característica infinitamente reciclável do material. Este relatório mostra claramente que a indústria francesa e europeia está comprometida com a inovação, oferecendo materiais que respondem aos desafios dos veículos do amanhã”, Caroline Colombier, Delegada Geral da Associação Francesa de Alumínio.

AIR LIQUIDE:
“A transição energética só será completa com a inclusão dos transportes e a generalização dos motores elétricos. Neste contexto, o hidrogênio é o elemento faltante, pois permite armazenar a energia renovável e disponibilizá-la para o transporte limpo”, Pierre-Etienne Franc, Diretor de Mercados e Tecnologias Avançadas da AIR LIQUIDE.

CFDT (Confederação Francesa Democrática do Trabalho) FGMM (Federação Geral de Minas e Metalurgia):
“Do ponto de vista dos representantes dos empregados, este estudo mostra claramente que as tecnologias de baixo carbono são uma oportunidade para criar novos empregos em nossos territórios, em todos os setores relacionados ao automóvel. Os eventos atuais associados às homologações dos veículos não devem ser um pretexto para desacelerar a transição, mais sim ser uma oportunidade para treinar os empregados para preparar estas mudanças”, Philippe Portier, Secretário Geral, CFDT da Metalurgia.


ERDF (Rede de Distribuição de Eletricidade da França):
“O desenvolvimento de veículos limpos, que não emitem CO2, constitui um fator-chave para o alcance dos objetivos energéticos e climáticos europeus, e contribui para a redução da participação dos produtos de petróleo no consumo final”, Michel Derdevet, Secretário Geral e membro do Conselho da ERDF.

FUNDAÇÃO NICOLAS HULOT PARA O HOMEM E A NATUREZA:
“A análise demonstrou que com uma recarga inteligente e a implantação concomitante da tecnologia solar fotovoltaica na França, o desenvolvimento dos veículos elétricos pode ser concebido sem uma necessidade específica em termos de capacidades nucleares, além de facilitar a evolução para um mix elétrico que integre mais energias renováveis”, Mathieu Orphelin, Porta-voz da FUNDAÇÃO NICOLAS HULOT.

GRUPO RENAULT:
“Os resultados deste estudo corroboram a estratégia da Renault, a primeira montadora europeia a ter investido no veículo elétrico. Hoje, esta é uma solução de mobilidade sustentável acessível a todos. Os 280.000 veículos elétricos em circulação produzidos pela Aliança Renault-Nissan já contribuem para a melhoria da qualidade de vida e do ar nas cidades. A pegada de carbono do veículo elétrico, que já é baixa na França, se reduzirá ainda mais com o desenvolvimento progressivo das energias renováveis”, Jean-Philippe Hermine, Diretor de Estratégia e Planejamento de Meio Ambiente do GRUPO RENAULT.

Associação de Fabricantes Europeus de Baterias de Acumulador (EUROBAT):
“A EUROBAT recebe favoravelmente os resultados deste estudo, que demonstram que a eletrificação e a hibridização do transporte têm efeitos benéficos para a economia e a sociedade francesa. As baterias estão no centro da melhoria da eficácia energética dos veículos, graças aos diferentes níveis de hibridização e a mobilidade elétrica. As prioridades da EUROBAT em termos de P&D permitirão amparar esta transição. Gostaríamos que os responsáveis públicos levassem em conta estes estudos no âmbito dos debates em torno da descarbonização do transporte”, Alfons Westgeest, Diretor Geral na EUROBAT.

LANXESS:
“A mobilidade de baixo carbono não é um desafio apenas para as montadoras de automóveis. Somente poderemos ser bem-sucedidos se as empresas mais avançadas cooperarem de forma estreita para desenvolver soluções inovadoras”, Hartwig Meier, Diretor de Engenharia de Plásticos - PAD na LANXESS.

MICHELIN:
“Este relatório demonstra que as tecnologias automobilísticas de baixo carbono representam um grande potencial de crescimento para a economia francesa. É importante que sejam proporcionados os meios a todos os players do setor, para que eles desenvolvam suas soluções de forma pertinente. Na Michelin, acreditamos profundamente nisso. Por exemplo, nossos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento para os pneus do futuro e nosso investimento em pilha de combustível são uma prova disso”, Eric Vinesse, Diretor de Pré-Desenvolvimento da Michelin.

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