Sexta, 22 de outubro de 2021.

Resultados financeiros do 3º trimestre de 2021: A prioridade para o valor em detrimento dos volumes permite otimizar o faturamento em um contexto fortemente marcado pela crise dos semicondutores

  • O faturamento do Grupo chegou a 9 bilhões de euros no trimestre, em retração de 13,4% (-14% com taxas de câmbio e perímetros constantes[1]), enquanto as vendas mundiais estão em queda de 22,3%, para 599.027 veículos.
  • O Renault Group mantém a política comercial iniciada no terceiro trimestre de 2020, que levou a uma progressão da participação de suas vendas nos canais mais rentáveis e a um efeito positivo dos preços de quase 3 pontos percentuais no trimestre.
  • A gama E-TECH[2] representa 31,3% das vendas de veículos de passeio da marca Renault na Europa no trimestre.
  • A renovação da gama Dacia é um sucesso, alavancada pelo Novo Sandero e o Novo Duster. No 3º trimestre, o Sandero é o veículo mais vendido na Europa, o Duster é o SUV mais vendido na Europa e os dois modelos subiram no pódio dos veículos mais vendidos a clientes pessoa física na Europa (Sandero em 1º e Duster em 3º respectivamente).
  • No fechamento de setembro, o portfólio de pedidos do Grupo na Europa atingiu um nível recorde em 15 anos, representando 2,8 meses de vendas. 
  • O Grupo estima uma perda de produção no terceiro trimestre de aproximadamente 170.000 unidades, associada à falta de componentes. Apesar de uma visibilidade reduzida para o quarto trimestre, o Grupo prevê uma perda próxima a 500.000 veículos no ano.
  • Apesar do aumento das perdas de produção estimadas para o ano, o Renault Group confirma seu guidance de atingir uma taxa de margem operacional do Grupo para o ano da mesma ordem que no primeiro semestre. O Grupo também tem como meta um fluxo de caixa livre operacional positivo da Divisão Automotiva no exercício, com exceção da variação das necessidades em capital de giro para o ano fiscal.
  • O Renault Group confirma que está na trajetória para atingir seu objetivo CAFE[3] para 2021.

“As ações realizadas para reduzir ainda mais os custos e otimizar a valorização da nossa produção nos permitem confirmar nosso guidance para o ano, apesar da deterioração da disponibilidade dos componentes no terceiro trimestre e a visibilidade reduzida para o quarto trimestre”, declarou Clotilde Delbos, CFO do Renault Group.

 


 

 

RESULTADOS COMERCIAIS: FATOS RELEVANTES DO TERCEIRO TRIMESTRE 

Em um contexto fortemente perturbado pela crise dos semicondutores e as interrupções de produção, o Renault Group vendeu 599.027 veículos no terceiro trimestre de 2021, em queda de 22,3% em comparação com 2020. 

As vendas do Grupo na Europa (53% das vendas globais) estão em retração de 26,3%. As vendas fora da Europa estão em recuo de 17,3%.

A queda do faturamento se limitou a -13,4%, confirmando o impacto positivo da política comercial do Grupo com foco em maior valorização das vendas.

Marca Renault

A marca Renault vendeu 365.934 veículos no mundo, em queda de 24,4% em comparação com o terceiro trimestre de 2020. Nos cinco principais países da Europa (França, Alemanha, Espanha, Itália e Reino Unido), a marca está avançando nos canais de venda mais rentáveis: a participação das vendas a clientes pessoa física está em alta de 6 pontos percentuais em comparação com o terceiro trimestre de 2019, período pré-crise.

Na Europa, as vendas de veículos de passeio E-TECH[4] estão em alta de 29% e representam 31,3% das vendas no trimestre, principalmente graças ao sucesso do lançamento do Arkana, comprovando o retorno bem-sucedido da marca Renault no segmento C com mais de 40.000 pedidos em 9 meses, dos quais 56% na versão híbrida E-TECH. 

As vendas de veículos comerciais leves no mundo estão em alta de 1,4%, em um mercado em queda de 11,2%, graças à performance dos modelos Master e Trafic. 

Marcas Dacia e Lada

A marca Dacia vendeu 138.375 veículos, em queda de 11,2%. No entanto, a Dacia superou o mercado graças ao sucesso do Novo Sandero, o veículo mais vendido na Europa no 3º trimestre, e do Novo Duster, o SUV que é líder no seu segmento na Europa no 3º trimestre. Os dois modelos da Dacia estão no pódio das vendas a clientes pessoa física na Europa no 3º trimestre, ocupando respectivamente o 1º e o 3º lugar. 

O Dacia Spring, o veículo elétrico mais acessível do mercado europeu, registrou mais de 30.000 pedidos desde seu recente lançamento comercial a clientes pessoa física.

A Dacia apresentou seu novíssimo modelo de 7 lugares para a família, o versátil Jogger, com previsão de abertura dos pedidos para o fim do ano.

A marca Lada mantém a liderança no mercado russo, apesar de uma queda das vendas de 27,8%. O LADA Vesta e o LADA Granta continuam sendo os veículos mais vendidos neste mercado.

FATURAMENTO DO TRIMESTRE POR SETOR OPERACIONAL

No terceiro trimestre de 2021, o faturamento do Grupo atingiu 8.987 milhões de euros, em queda de 13,4% em comparação com o ano passado. Com taxas de câmbio e perímetros constantes[5], a queda teria sido de 14%.

O faturamento da Divisão Automotiva com exceção da AVTOVAZ ficou em 7.685 milhões de euros, em retração de 14,1%. 

Esta variação se explica essencialmente por uma queda dos volumes (-20 pontos percentuais). Este efeito dos volumes resulta principalmente da falta de semicondutores e uma rigorosa política comercial. 

Os efeitos do câmbio estão positivos à altura de 0,3 pontos percentuais, devido à valorização de algumas moedas (Real Brasileiro, Libra Esterlina, Rublo Russo).

O efeito dos preços, positivo em 2,9 pontos, reflete a manutenção de nossa política que privilegia o valor em detrimento ao volume de vendas. Por outro lado, ele é impactado por uma base de comparação elevada a partir do terceiro trimestre de 2020 e por menores altas de preços nos mercados emergentes, devido à ausência de efeitos negativos das taxas de câmbio.

O impacto das vendas às empresas parceiras ficou negativo em -1,2 ponto percentual. Ele resulta principalmente da queda das vendas de motores a diesel aos nossos parceiros, que também foram impactados pela falta de componentes. 

O efeito do mix de produtos de +1.6 ponto percentual reflete o sucesso do modelo Arkana lançado no início do ano e a boa performance dos veículos comerciais leves.

O efeito do mix geográfico de -1,4  ponto percentual é resultado de uma queda das vendas fora da Europa menos forte do que na Europa. 

O efeito “outros” teve uma contribuição positiva de 3,7 pontos percentuais, principalmente associada à reclassificação das vendas com compromisso de recompra, que apresentam queda em comparação com o terceiro trimestre de 2020. 

A contribuição da AVTOVAZ para o faturamento do Grupo, em queda de 19,0%, ficou em 537 milhões de euros no trimestre. Com taxas de câmbio constantes, a contribuição da AVTOVAZ teria tido uma queda de 23,9%.

Os Serviços de Mobilidade contribuem com 6 milhões de euros para o faturamento do terceiro trimestre de 2021.   

A Divisão de Financiamento das Vendas (RCI Bank & Services) teve um faturamento de 759 milhões de euros no terceiro trimestre, estável em comparação com o terceiro trimestre de 2020.

Em 30 de setembro de 2021, os estoques totais (incluindo a rede independente) representam 340.000 veículos, contra 470.000 no fechamento de setembro de 2020. 

PERSPECTIVAS PARA 2021 

Apesar do aumento inestimado das perdas de produção para o ano, o Renault Group confirma seu guidance de atingir uma taxa de margem operacional do Grupo para o ano da mesma ordem que no primeiro semestre. 

O Grupo também visa um fluxo de caixa livre operacional positivo da Divisão Automotiva no exercício, com exceção da variação das necessidades em capital de giro.

[1] Para analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio e perímetros constantes, o Renault Group recalcula o faturamento do exercício corrente aplicando as médias anuais das taxas de câmbio do exercício anterior e excluindo as variações significativas de perímetros ocorridas durante o exercício. 

[2] Gama E-TECH = vendas de veículos 100% elétricos, híbridos recarregáveis e híbridos

[3] CAFE: Média Corporativa de Economia de Combustível

[4] Gama E-TECH =vendas de veículos 100% elétricos, híbridos recarregáveis e híbridos

[5] Para analisar a variação do faturamento consolidado com taxas de câmbio e perímetros constantes, o Renault Group recalcula o faturamento do exercício corrente aplicando as médias anuais das taxas de câmbio do exercício anterior e excluindo as variações significativas de perímetros ocorridas durante o exercício.

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